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O jardim das borboletas

Com o tempo você vai percebendo que
para ser feliz com outra pessoa,
você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama
ou acha que ama, e que não quer nada com você,
definitivamente, não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e,
principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar,
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você !

Milenar inquietação


Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início das eras. Pensa que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo !

Eu, passarinho


E todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho
Eles passarão...
Eu, passarinho!

A VERDADEIRA ARTE DE VIAJAR


A verdadeira arte de viajar

A gente sempre deve sair à rua
como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós
todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos,
as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta
e o coração cantando!

LE POEME

Le Poème
Un poème comme une gorgée d'eau bue dans l'obscurité.
Comme un pauvre animal blessé et palpitant.
Comme une petite pièce de monnaie en argent perdue pour toujours dans la forêt nocturne.
Un poème sans autre angoisse que celle de sa mystérieuse condition de poème.
Triste.Solitaire. Unique. Blessé par une mortelle beauté.

J AIME LA VIE / JE DETESTE LA VIE

J'aime la vie / Je déteste la vie

- J'aime la vie ! Je déteste la vie !
Je crois en Dieu ! Dieu est un non-sens !
Je vais me suicider ! Je veux vivre !
- Êtes-vous fou ?
- Non, je suis un poète.

Eu amo a vida / Eu destesto a vida

- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo !
Eu creio em Deus ! Deus é um absurdo !
Eu vou me matar ! Eu quero viver !
- Você é louco ?
- Não, sou poeta.

LES POEMES

LES POEMES
Les poèmes sont des oiseaux qui viennent d’on ne sait où et se posent sur le livre que tu lis. Quand tu fermes le livre, ils s’envolent comme d’une cage. Ils n’ont pas de perchoir ni de port d’attache. Ils se nourissent un instant dans chaque paire de mains et s’en vont. Et tu regardes, alors, tes mains vides, dans l'effroi étonnement de savoir que leur aliment était déjà en toi.

OS POEMAS
Os poemas são pássaros que chegam. Não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro, eles alçam vôo com de um alçapão. Eles não têm pouso. Nem porto. Alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti.